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terça-feira, maio 22, 2007

Batman: The Dark Night


A estratégia de divulgação do filme "Batman: Dark Knight", dirigido por Christopher Nolan e com estréia prevista para Julho de 2008, conta com muito mistério e ações guerrilheiras desenvolvidas pela Warner Bros.
Para revelar a primeira imagem do Coringa, interpretado por Heath Ledger, o estúdio "perdeu" cartas de baralho assinadas pelo personagem. Os coringas trouxeram rabiscados os dizeres: "I believe in Harvey Dent too! HAHAHAHAHAH!".
Entrando no site ibelieveinharveydenttoo.com, vemos a zoação de uma imagem que tinha sido publicada no site oficial do filme, com Harvey Dent, o futuro Duas Caras, em sua campanha para promotor de Gothan City, e após um tempo a cara sinistra do Coringa.




quarta-feira, abril 25, 2007

O cheiro do ralo

Selton Mello vive anti-herói trash em adaptação da obra de Lourenço Mutarelli em cartaz nos cinemas.



A parceria entre o consagrado quadrinhista brasileiro Lourenço Mutarelli e o publicitário e cineasta Heitor Dhalia começou com o elogiado Nina. No filme de 2004, o escritor e desenhista cuidou das viscerais passagens animadas. Agora, no longa O cheiro do ralo (2006), atinge maior expressão, já que adapta para as telonas o primeiro romance de Mutarelli, que - veja só! - aproveita para debutar também como ator.

O roteiro adaptado é do próprio Dhalia e Marçal Aquino (Crime delicado, O invasor), sujeito que dispensa apresentações. A dupla já trabalhou junta em Nina e retoma aqui a ótima colaboração, ao transportar a obra sem perder um grama sequer de sua deliciosa ironia.

Na trama, Lourenço (Selton Mello), um comprador de objetos usados, vive enfurnado em um galpão, protegido dos fracassados do mundo por uma secretária (Martha Meola) e um segurança (o próprio Mutarelli, divertidíssimo e envelopado em um estiloso terno vinho). Os dois cuidam de filtrar os desesperados que podem entrar na sala do chefe e oferecer seus tesouros e tralhas a ele.

Lourenço começa o filme quase normal. É noivo, come estrogonofe com batatinha ao lado da futura esposa, dirige uma Veraneio e leva a vida de forma comum. Porém, conforme sobe o cheiro desagradável que vem do ralo do banheiro de seu caótico escritório, cresce também a sensação de poder dele, de domínio sobre aqueles desgraçados que ele "coisifica", catalogando-os em função de seus objetos. Começam também as obsessões... um olho de vidro, uma bunda continental... na mente de Lourenço, tudo está conectado.

Dhalia leva com competência a obra marginal de Mutarelli às telas, enriquecendo a narrativa com pequenas pistas visuais sobre a questionável personalidade do personagem. Direção de arte, fotografia, figurino, tudo espelha o universo do comprador de velharias, que dá vida ao ambiente disparando engraçadíssimas frases de efeito com a mesma facilidade que respira e se afunda no ar fedido do banheirinho.

Mas nem todo o talento cinematográfico do planeta teria êxito em levar à tela essa história, que depende quase que exclusivamente do personagem principal, se não houvesse um protagonista perfeito liderando o elenco. Selton Mello abraça a cria de Mutarelli e a arranca das páginas do livro com cínica perfeição.

A voz rouca do ator e sua atitude blasé dão ao anti-herói trash sua carne e osso, mas é a genial desconfiança de Mutarelli sobre a sociedade a responsável pela sua alma deliciosamente perturbada.

Texto de Erico Borbo retirado do omelete.


terça-feira, abril 10, 2007

Curtas



No Blog do Neil Gaiman (aquele mesmo que criou a graphic novel Sandman) tem 3 curtas apresentados a ele por seu amigo Dave McKean (aquele mesmo que ilustra as capas da gaphic novel Sandman).

Assista aqui os curtas (para Gaiman ser dar o trabalho de postar em seu blog, esses curtas merecem atenção).

The Butterfly of Love, clique Aqui!
Rabbit (de Run Wrake), clique Aqui!
Tyger (do brasileiro Guilherme Marcondes), clique Aqui!

Tyger, inclusive, já ganhou 2 prêmios no Clermont Ferrand Film Fest. E ele será exibido no Resfest deste ano. Palavras do próprio Gaiman: “Absolutamente belo, como algo que eu sonhei quando era um garoto”. Caso alguém queira baixar Tyger em boa qualidade, clique Aqui!
Post chupado do sedentário...

sexta-feira, março 30, 2007

Tarantino´s mind

Esse curta foi dirigido pela 300ml e produzido pela Republika Filmes. Conta a história de dois sujeitos (Selton Melo e Seu Jorge) que discutem uma tese sobre o diretor Quentin Tarantino, onde eles tentam desvendar a mente do Tarantino mostrando ligações entre seus filmes. O curta se passa dentro de um restaurante em São Paulo.

Há boatos que a idéia é vender para o multishow e também fazerem mais curtas desse tipo para passarem nos intervalos.

Na minha opinião um curta brasileiro muito bom, porém tenho minhas dúvidas que ele não foi inspirado em uma cena do filme O Balconista de Kevin Smith onde um personagem faz ligações do mesmo tipo com Guerra nas Estrelas.

Para assistir, clique aqui.

quarta-feira, março 28, 2007

300


Sabe aquela aula de história que você dormiu na oitava série?? Pois é não só virou uma HQ (história em quadrinhos) nas mão do mestre Frank Miller, mas também é o blockbuster NERD do momento.
Os 300 de Esparta mostra a batalha em que os soldados do Rei Leônidas enfrentam com a cabeça erguida e escudos em punho as temíveis tropas do Rei-Deus Xerxes, da Pérsia, que invadia a Grécia. Com a reduzida tropa que dá nome ao livro, Leônidas consegue deter por dias o exército que "fazia tremer o chão ao marchar". Seu feito heróico serviu de inspiração para que os gregos se unissem e depois reconstruíssem um país livre.
Miller estava iluminado. A narrativa é empolgante e a cada virar de página, frases de efeito surgem mais rápidas e certeiras que as lanças dos espartanos. E a arte é tão bela quanto as moças gregas que viviam como oráculos. O formato diferenciado foi pensado para privilegiar os desenhos, e é mais uma prova do apurado senso artístico de Miller, que fez grandes painéis a cada página, como se a história fosse mostrada em widescreen, alargando suas fronteiras.
A edição nacional nada deve à original. O papel pode ser um pouco mais fino e a impressão ligeiramente mais escura, mas é visível o cuidado que a Devir teve com o produto. A capa dura recebeu um verniz sobre o logo que valoriza o livro. Não que precisasse. As páginas internas são seu grande tesouro.

Interessou-se?
(300) Devir. Formato: 33cm x 24 cm. 88 páginas. R$ 46,50.

Não tem grana?
Taí o link de 300 para a revista dividida em cinco partes.
Calma lá rapaz tem mais, abaixo temos um texto de Álvaro Fonseca Duarte (também conhecido como Nhanhe, Anão...etc) mestrando em História pela Universidade Federal do Paraná:

O filme estréia nesta sexta-feira (30/03) e muita gente vai estar perguntando sobre ele. Resolvi fazer um paralelo sobre a HQ (já que o filme se diz muito fiel a ela) e a Fonte. Ah, com relação a isto acho bom um pouco de teoria da História: Fonte é todo e qualquer documento, escrito ou não, que nos permite vislumbrar coisas do passado. É a partir da fonte que os historiadores fazem a História; constroem conecimento. Lógico que fiz a crítica devida a Fonte, mas não a analisei profundamente. Simplesmente transcrevi o que ela nos diz.


A quisa de introdução: podemos dizer que a batalha de termópilas foi o primeiro enfrentamento terrestre entre o exército persa e os gregos. Cerca de 250.000 bárbaros, comandados por Xerxes, contra 4 mil gregos, comandados por Leônidas. Apesar da derrota, a heláde impos duras derrotas aos persas. Bom vamos aos itens!

Trezentos:
HQ – Na HQ eles são a guarda pessoal do rei Leônidas e que partem junto com ele para lutar contra os persas.
Fonte – Com a impossibilidade de irem lutar, imediatamente, com a totalidade do exército contra Xerxes por causa do Festival da Carnéia, o conselho resolve escolher trezentos guerreiros para lutar junto ao rei Leônidas (obrigado por lei a ir a guerra). Estes compunham uma tropa de elite, também conhecida por Cavaleiros, e deveriam ser homens que tivessem filhos para garantir o culto a memória dos heróis. Logo, a passagem presente no HQ em que o capitão fica exaltado com a morte do filho não é confirmada pela fonte.

Leônidas:
HQ – Leônidas, na HQ é o rei por direito de Esparta desde a infância e assumir esta posição de rei, para ele, seria algo natural.
Fonte – A fonte nos diz que Leônidas assumiu a realeza em Esparta de maneira imprevista. Ele tinha dois irmãos mais velhos, Cleomenes e Dorieus, e nem cogitava a idéia de vir a ser rei. Mas Cleomenes, que era o rei, morreu sem deixar descendência masculina e Dorieus havia morrido na Sicília. Assim Leônidas, que era casado com a sua sobrinha Gorgó, filha de Cleomenes, tornou-se rei de Esparta. Na fonte também temos uma genealogia de Leônidas que nos mostra que ele era descendente de Heracles.

Xerxes:
HQ – Xerxes aparece como um rei efeminado, cruel e arrogante.
Fonte – Xerxes (que significa “Guerreiro”) é um rei muito “civilizado”, apesar de muitas vezes Heródoto chamá-lo apenas “Bárbaro” (conceito de bárbaro é todo aquele que não compartilha da cultura helênica), e que escuta seus subordinados e aplica a justiça conforme lhe convém. A “vitória” dos espartanos faz com que o Grande Rei sai da sua “serenidade” e ultraja o cadáver de Leônidas, arrancando-lhe o coração e decepando a sua cabeça.

Imortais:
HQ – Tropa de elite persa que é enviada duas vezes para combater os espartanos. Eles perdem a primeira e ganham a segunda.
Fonte – é basicamente isto mesmo. Eles escolhiam os dez mil melhores soldados para formar esta tropa de elite, que se diferenciavam pelas roupas e as armas (usavam lanças maiores que o resto das tropas). Eram chamados de imortais porque cada soldado que morria era substituído por outro, de igual valor, fazendo parecer que seu número nunca diminuía. Eram comandados por Hidernes.

Éforos:
HQ – Aparecem com sacerdotes dos deuses corrompidos pelos persas para evitar que os espartanos fossem a guerra.
Fonte – são ocupantes de um cargo “executivo” (como se fossem prefeitos) e que colocam em ação as ordens do Conselho.

Carneia:
HQ – festival dedicado aos deuses antigos.
Fonte – eram festas publicas dedicadas a Apolo no mês de Cárneion (metade final de agosto e metade inicial de setembro), considerado mês sagrado. Leônidas foi defender as Termópilas com o intuito de segurar os persas até que se passassem as festividades e o grosso das tropas pudesse se juntar a eles. No resto da Grécia ocorriam as olimpíadas, o que também impediu uma mobilização maior.

Tebanos:
HQ – aparecem como mais uma tropa de apoio aos espartanos nas Termópilas.
Fonte – o rei Leônidas obrigou os tebanos a se juntarem ao seu exército, pois estes eram considerados amigos dos persas. Foi como um castigo importo a eles.

Ep(h)ialtes:
HQ – um “monstro” corcunda, de origem espartana, que conta a Xerxes, depois de refutado por Leônidas, o ponto fraco das termópilas: uma trilha que levava até a retaguarda do exército grego.
Fonte – ele era um málio, não espartano, que entrega ao Grande Rei o segredo da trilha de bodes que contorna as Termópilas em troca de prestígio e deinehiro. Depois da batalha os helenos colocaram sua cabeça a prêmio, mas ele foi morto por um tal de Atenadas e por outro motivo que Heródoto não explica.

Arautos de Xerxes:
HQ – vão as cidades gregas pedindo “terra e água”, isto é, uma rpova da vassalagem destas cidades. Quando chegam em Esparta são mortos por Leônidas que os jogam em um poço.
Fonte – basicamente isto, mas quem os jogou no poço não foi Leônidas, mas seu predecessor Cleomenes, mandando que eles pegassem “terra e água” lá no fundo do mesmo; eles também não foram enviados por Xerxes, mas por seu pai Darios. Depois Leônidas, por conta de uma revelação da pítia que dizia que os espartanos seriam amaldiçoados por conta disso, resolveu mandar dois espartanos para morrer nas mãos de Xerxes e assim vingar a morte dos arautos. Porém Xerxes não mata os mensageiros de Esparta, mas os manda embora como sinal de superioridade dos persas.

Mais algumas coisas que não tem na HQ, mas que eu acho interessante...

A Pítia, que era a mulher que revelava os oráculos, havia dito aos Lacedemônios que ou Esparta seria destruida pelos bárbaros, ou o seu rei, vindo da linha de Heraclés, teria que morrer. Este foi um dos motivos que Leônidas dispensou todas as outras tropas e permaneceu com seus Trezentos para abatalha final.

Segundo Heródoto um espartano sobrebujou todos os outros em bravura. Seu nome era Dieneces. Foi ele que respondeu a alguns traquínios que diziam que as flechas disparadas pelos bárbaros cobririam o sol, tamanho era o exército deles. Ele disse “melhor, pois assim lutaremos a sombra.”

NA HQ Xerxes diz a Leônidas que as suas culturas têm muito em comum e, segundo a mitologia, é verdade. De acorod com essa, Perseu, um dos antepassados de Heraclés, e , assim, de Leônidas, também foi “colonizador” da Pérsia. O nome do lugar, inclusive, é em homenagem a ele. Mais do que retórica, eles realmente acreditavam nisto.
E o filme???
(Comentário de Érico Borgo)

Zack Snyder não tem medo dos nerds. Egresso do mercado publicitário e dos videoclipes, o cineasta logo de cara encarou as feras e refilmou um clássico do terror, O despertar dos mortos (Dawn of the Dead, 1978), e agradou crítica e público com o resultado. Agora repete a dose, adaptando outra obra cultuadíssima, 300 de Esparta, graphic novel de Frank Miller e dos melhores e mais elaborados trabalhos do autor.
A exemplo de Sin City - a cidadade do pecado - também uma adaptação da obra de Miller -, cada frame de 300 é arrancado das páginas dos quadrinhos e convertido em imagem em movimento. Traços e cores aquareladas fiel e lindamente emulados.
Fãs do quadrinista não poderiam ficar mais satisfeitos - a transformação nas mãos do empolgado Snyder é praticamente literal, algo que só é possível porque Miller, que escreveu e ilustrou a obra original, pensa os quadrinhos muito diferente de outros profissionais da área. Enquanto um mestre como Will Eisner dava aos seus painéis uma perspectiva quase teatral, Miller tornou-se famoso por encarar o trabalho como se fosse um imenso storyboard de longa-metragem. Fica mais fácil então para um sujeito talentoso como Snyder - que domina recursos de estilo e tem extremo bom-gosto para saber quando empregá-los - carregar esse material base e torná-lo vivo nas telonas.
O resultado é um alucinante balé de violência estilizada, atitude e design. Cada frase cuspida no cinema - muitas delas transcritas direto da obra do historiador grego Heródoto - estremece o cinema com uma macheza que não se via há décadas na tela grande. Aliás, o efeito de 300 no público só pode ser comparado ao que deve ter sido o dos grandes épicos do passado. Não há um filme recente do gênero comparável a este. Gladiador, talvez o que mais se aproxime, recuperou o gosto do público pelas sandálias e espadas, mas é 300 o filme que insere definitivamente o épico na era do iPod, Wireless e Plasma.
E a revolução prometida por este "neo-épico" não pára por aí. Empregando com inteligência todo o potencial da computação gráfica, aliada a uma história poderosa - uma das mais célebres batalhas de todos os tempos -, cineasta e produtores conseguiram uma grandiosidade visual e narrativa inquietante. Tudo ali é pensado para provocar uma resposta emocional quase primitiva no público - dos corpos nus (a cena de sexo entre Leônidas e Gorgo é verossímil e sensual como poucas!) ao excelente "heavy metal medieval" de Tyler Bates (Seres rastejantes) na trilha sonora, passando por um enérgico banquete visual completo com câmeras lentas, aceleradas, pausas dramáticas, edição frenética...
"Linguagem de videoclipe", reclamarão erroneamente os mais ranhetas e puristas. Mas há uma diferença crucial aqui, em 300 e na arte de Snyder. Enquanto esses recursos costumam ser empregados para esconder falhas, facilitar coreografias, abreviar movimentos, forçar um estilo onde muitas vezes não existe, nesta obra eles são usados para evidenciar a virtuose do diretor. Snyder, por exemplo, não explora apenas o primeiro plano - ele tem uma profundidade de campo notável. Não há figurantes em ação, apenas dublês e atores treinados, cada qual com sua relevância, sua própria coreografia, que inclui séries de movimentos sem cortes. É o corpo do balé citado acima rodeando a primeira-bailarina.
E o que dizer da história? Difícil acreditar que Hollywood levou 40 anos para recontá-la nas telonas, desde Os 300 de Esparta (de Rudolph Maté, 1962). A resistência do rei espartano Leônidas (Gerard Butler, monstruoso no papel que deve colocá-lo na lista "A" dos astros), sua guarda de elite e uns poucos gregos livres nas Termópilas contra centenas de milhares de conquistadores persas do Imperador-Deus Xerxes (um imponente Rodrigo Santoro, com voz e estatura alteradas digitalmente), é inspiradora. Se o cinemão vive de histórias de sacrifício, honra e coragem, onde é que os 300 de Esparta estiveram enfiados? Talvez faltasse o romance, onipresente na Meca do Cinema do ocidente, mas isso Snyder e o co-roteirista Kurt Johnstad resolveram facilmente. Escolheram uns poucos quadros da HQ em que a bela e forte Rainha Gorgo (Lena Headey, lindíssima) aparece e seguiram a partir daí, criando uma história própria de sacrifício, honra e coragem para a regente, paralela à resistência de seu marido na Grécia Central. Em 300 cabe a ela convencer os velhotes e engessados políticos espartanos da necessidade de romper com a tradição (na época festiva-religiosa da Carnéia não se guerreava) e permitir que o exército ajude Leônidas em sua defesa do país.
Mais ou menos o que Zack Snyder está fazendo com seu filme - arrebentando paradigmas. Reconheçamos, portanto, um revolucionário clássico na ocasião de seu lançamento.
Ufa...
Bom esse foi o post campeão em Ctrl+C Ctrl+V hehe temos textos chupados do blog maldito e do omelete.

quarta-feira, janeiro 31, 2007

“Esse filme não é para ser exibido no Brasil”


Manda Bala (Send a Bullet) é um documentário investigativo sobre a corrupção no Brasil. Filmado por Jason Kohn, essa Co-produção Brasil/Estados Unidos ganhou neste sábado, o prêmio do júri de melhor documentário no Festival de Cinema Sundance. O longa apresenta “um político que usa uma fazenda de rãs para roubar bilhões de dólares, um milionário que investe uma pequena fortuna para blindar seus carros e um cirurgião plástico que reconstrói as orelhas de vítimas de seqüestro mutiladas”, destaca o comunicado da organização do Festival. O filme rendeu ainda o prêmio de melhor fotografia para a cineasta paranaense Heloísa Passos.
Uma peculiaridade é que o Diretor não quer se pronunciar perante a mídia brasileira, alegando medo de represálias, pois ele é filho de brasileiro. O filme começa com uma frase no mínimo estonteante: “Esse filme não é para ser exibido no Brasil” e com este aviso nada ortodoxo que começa Manda Bala.

Clique aqui para ver a entrevista dele nos EUA (entrevista em inglês).

segunda-feira, julho 24, 2006

O papo é: Cinema

Acharam que eu tinha morrido né?
Pois bem, volto-me a este cantinho legal que é o blog e hoje novamente falarei sobre cinema.
Antes de tudo gostaria de dar minha opinião sobre "adaptações" de HQ's à tela grande: "DA MERDA". A verdade é que chato do jeito que sou nunca gosto, simplismente mudam tudo e banana para o fanboy que vai ver seu personagem favorito (ou não) de quadrinhos.
Agora sim, sobre o filme...


Superman, o retorno

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Como "adaptação livre sem compromisso com o super-herói mais conhecido da face da Terra" o filme do Azulão é interessante sim. Para falar a verdade eu gostei bastante, a começar pela nostalgica trilha orquestrada criada por John Williams (hehe saí do cinema cantarolando... a merda é que ficou o resto do dia na minha cabeça), o elenco foi bem montado, o desconhecido Brandon Routh não compromete (tá nunca vai ter um melhor que o Reeve) e ele tem uma cara de pastel muito boa na hora de encarnar o Clark Kent, já o Kevin Speacy faz um Lex impecável, usou muito bem o lado canastrão do personagem interpretado anteriormente por Geene Hackman e mostra aqui a face malévola daquele gênio do crime. O que realmente deixa de boca aberta é a fotografia, cenários grandiosos e externas lindas ditam o clima do filme, as imagens da Terra vista do espaço são carregadas de significado e aqui entra o que realmente me fez gostar desse filme: a busca por respostas e o sentimento de solidão em que vive Kal-El.
Imagine poder ouvir bilhões de pessoas e sentir-se sozinho, sentir-se alheio a tudo isso. Metáfora com a vida moderna?? Talvez...


Título Original: Superman Returns

Gênero: Ação/Aventura/Ficção Científica

Origem: Austrália/Estados Unidos

Duração: 154 minutos

Direção: Bryan Singer

Elenco:

Brandon Routh, Eva Marie Saint, Frank Langella, James Marsden, Kal Penn, Kate Bosworth, Kevin Spacey, Marlon Brando, Parker Posey, Sam Huntington

Agora, que não tem nada a ver com o Super-Homem, não tem nada a ver hehehe....

quarta-feira, julho 05, 2006

O papo é: Cinema

Sabe eu poderia estrear o papo sobre cinema com grandes medalhões ou alguma produção de grande porte que sairá dentro em pouco nos cinemas, mas não, resolvi falar sobre uma produção inglesa nem tão conhecida, mas que vale a pena ser vista.

Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes

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O filme conta a história de Eddy (Nick Moran), Tom (Jason Flemyng), Soap (Dexter Fletcher), e Bacon (Jason Statham). Os quatro sobrevivem de pequenos trambiques e até trabalhos honestos, mas sonham com muito mais que um emprego decente em uma Londres sem perspectivas. Juntam uma pequena fortuna para apostar a pele no talento de Eddy em uma rodada de pôquer com apostas altíssimas. A banca é dominada pelo inominável gângster e rei do comércio pornô "Hatchet" Harry Lonsdale (P.H. Moriarty), que conta com a mãozinha do asqueroso assistente Barry the Baptist (o falecido Lenny McLean) para ganhar o jogo.

Eddy abandona a mesa com uma dívida de meio milhão de libras, que se não for paga em alguns dias, custará a ele e seus amigos um dedo das mãos por cada dia de calote, ou o bar do pai de Eddy (Sting, em uma ponta). As idéias mais mirabolantes para descolar a bolada surgem, mas a melhor (e mais rápida) é assaltar os vizinhos dos heróis, um bando de criminosos que inadvertidamente possuem paredes finas demais. Liderados pelo durão Dog (Frank Harper), eles estão prestes a roubar uma fortuna de um "bunker" de plantadores de maconha, comandados por um traficante exibicionista (Vas Blackwood), o que pode ser a salvação dos endividados.

Dotado de humor, violência, muito palavrão, além de uma excelente trilha sonora, que conta com músicas de artistas consagrados como James Brown e The Stooges.

Se você curte filmes "Tarantinescos" vai curtir este aqui.

Título Original: Lock, Stock and Two Smoking Barrels

Gênero: Policial

Origem/Ano: ING/1998

Duração: 107 min

Direção: Guy Ritchie

Elenco:

Jason Flemyng / Dexter Fletcher / Nick Moran / Jason Statham / Steven Mackintosh / Vinnie Jones / Sting / Lenny McLean / P.H. Moriarty / Steve Sweeney / Frank Harper / Stephen Marcus / Peter McNicholl / Vas Blackwood